
Coração Paulista
Guilherme Arantes
Contradições urbanas e identidade em “Coração Paulista”
Em “Coração Paulista”, Guilherme Arantes retrata São Paulo como uma cidade intensa e contraditória, usando a palavra “paranóica” para destacar tanto o fascínio quanto a opressão que ela exerce sobre seus habitantes. Elementos como “luz de mercúrio”, “túnel” e “pátio de trens” criam um cenário urbano carregado, típico da capital paulista nos anos 1980. O refrão, com a repetição de “coração paulista”, reforça o sentimento de ligação profunda e inevitável com a cidade, mesmo diante de seus desafios e contradições.
O contexto do álbum, que traz uma sonoridade mais próxima do rock e conta com participações de Arnaldo Baptista e Luiz Carlini, contribui para o clima inquieto da música. A letra oscila entre o amor e a negação, como no trecho: “Eu nego você paranóica / da boca pra fora, no sangue eu não sei lhe esquecer”. Aqui, a cidade é tratada como uma presença obsessiva, que domina o cotidiano do narrador, seja durante o dia, como “abelha assassina em busca de mel e poder”, ou à noite, quando “persegue o meu sono”. Essa dualidade revela o orgulho e o desgaste de quem tem São Paulo como parte essencial de sua identidade, tornando “Coração Paulista” um retrato sincero da relação conflituosa com a metrópole.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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