
A Cidade e a Neblina
Guilherme Arantes
Mistério e beleza urbana em “A Cidade e a Neblina”
"A Cidade e a Neblina", de Guilherme Arantes, retrata como a neblina transforma a cidade, criando um clima de mistério e beleza que afeta tanto o ambiente quanto o estado emocional das pessoas. No verso “Na neblina a cidade amanheceu / Sonolenta como os últimos boêmios / E os primeiros trabalhadores matinais”, Arantes mostra o encontro entre diferentes personagens urbanos, unidos pela névoa que apaga as fronteiras entre a noite e o dia. A neblina faz com que a paisagem fique “sem definição” e até “sobrenatural”, especialmente quando envolve “capelas e os velhos casarões”, que ganham um aspecto quase fantástico sob sua presença.
O contexto do álbum, influenciado pelo Clube da Esquina, rock progressivo e baladas pop, aparece no tom contemplativo da música. Aqui, a neblina é mais do que um fenômeno climático: ela simboliza a incerteza e a beleza do cotidiano, tornando tudo “translúcido” e convidando à reflexão. Ao citar os perigos para navegadores e a paralisação dos aviões, Arantes mostra que a neblina também impõe limites e desafios, transformando a cidade em um espaço de possibilidades e riscos. A repetição da pergunta “Qual de vocês não acha belo quando ela desce?” reforça o convite para enxergar o extraordinário no comum, valorizando esse momento de suspensão e ambiguidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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