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Águas Passadas

Guilherme Arantes

Solidão e nostalgia em "Águas Passadas" de Guilherme Arantes

"Águas Passadas", de Guilherme Arantes, explora sentimentos de vazio e desconexão mesmo em meio à multidão. O verso “montes de gente, e nada de mim” resume a sensação de anonimato e ausência de si, refletindo um momento de introspecção vivido pelo artista. Arantes já afirmou que a canção traduz sua identidade e emoções daquela época, marcadas por nostalgia e reflexão sobre o próprio lugar no mundo.

A imagem do céu nublado aparece repetidamente na letra, funcionando como metáfora para o estado emocional do narrador: um período de incerteza e melancolia. A busca por “um motivo decente” e a frustração expressa em “ninguém ouve, não” mostram o desejo de ser compreendido e a dificuldade de compartilhar sentimentos profundos. O trecho “você reclama da falta de sorte, 'A velha alegria ainda há de vir'” contrapõe esperança e resignação, mas a constatação de que “essa saudade não leva a nenhum lugar” reforça o tom de desilusão. A simplicidade da letra, destacada pelo próprio Guilherme Arantes, intensifica a conexão emocional, tornando a música um retrato honesto de momentos em que o passado pesa mais do que o presente e a verdadeira escuta parece distante.

Composição: Guilherme Arantes. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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