
Descer a Serra (Sorocabana)
Guilherme Arantes
Viagem nostálgica e simplicidade em “Descer a Serra (Sorocabana)”
“Descer a Serra (Sorocabana)”, de Guilherme Arantes, traz uma visão nostálgica das viagens de trem pela Estrada de Ferro Sorocabana, especialmente no trecho que desce a Serra do Mar em direção ao litoral paulista. O verso “Bebi cada quilômetro medicinal” mostra como cada parte do trajeto era vivida como uma experiência revigorante, quase terapêutica. Essa sensação está ligada às lembranças do próprio Guilherme Arantes, que fazia excursões a Paranapiacaba com sua professora Hermelinda para pesquisas de campo durante a juventude. Essas memórias pessoais dão à música um tom contemplativo, transformando a viagem de trem em um momento de renovação e fuga da rotina.
A letra destaca elementos de simplicidade e liberdade, como em “Peguei o meu amor e fui descer a serra / De convescote, de beija-flor / De roupa velha, vento e vapor”. O termo “convescote” faz referência a um piquenique ou passeio ao ar livre, reforçando o clima de lazer e contato com a natureza. “Vento e vapor” remete tanto ao ambiente das antigas locomotivas quanto à sensação de movimento e frescor, enquanto “beija-flor” sugere leveza e delicadeza. Inspirada pelo movimento Clube da Esquina, a canção mistura referências regionais e poéticas para celebrar a beleza dos pequenos momentos e das viagens simples, criando um retrato afetivo de uma época marcada por um ritmo de vida mais tranquilo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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