
Floresta de Bétulas
Guilherme de Sá
Reflexão sobre perda e memória em “Floresta de Bétulas”
“Floresta de Bétulas”, de Guilherme de Sá, aborda a efemeridade da vida ao relacionar elementos naturais, como flores e folhas, à memória dos que partiram. No verso “Quão caras são as flores que adornam o solo dos perecidos”, as flores sobre os túmulos simbolizam tanto a beleza quanto a transitoriedade da existência, mostrando que até as homenagens e lembranças são passageiras. O artista utiliza essas imagens para tratar da perda e da memória, evidenciando o ciclo da vida e da morte. Quando a letra diz que as flores “ao chegar da friagem perecem”, fica claro que até os símbolos de homenagem não resistem ao tempo, reforçando a ideia de que tudo é passageiro.
A música também fala sobre sofrimento e inocência perdida. O trecho “o frio resolveu se congelar na lágrima do inocente que já não está” mostra o sofrimento persistente após a perda, enquanto a lágrima do inocente representa uma dor pura, ligada à saudade ou à injustiça da morte. Já a referência à luz que “resolveu acender sua noite ao poente” sugere uma tentativa de manter viva a memória, trazendo esperança mesmo diante da ausência. O verso “para nos lembrar de como nós éramos normais e de repente não havíamos mais” destaca a ruptura causada pela perda e como ela transforma a percepção da própria existência. Assim, “Floresta de Bétulas” propõe uma reflexão sensível sobre a fragilidade da vida, a permanência da memória e a busca por sentido diante da finitude.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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