
Passam Anos Passam Anas
Guilherme Lamounier
Reflexão sobre tempo e liberdade em “Passam Anos Passam Anas”
O título “Passam Anos Passam Anas”, de Guilherme Lamounier, traz um jogo de palavras que mistura o passar do tempo com experiências pessoais e desejos. O termo “Anas” foi pensado como um duplo sentido, remetendo tanto ao nome feminino quanto a uma conotação sexual, o que gerou censura e levou à alteração do título original. Essa ambiguidade reforça o tom de liberdade e autenticidade presente na música, mostrando que a vida é feita de tempo, encontros e descobertas.
A letra reflete sobre amadurecimento e transformação pessoal. Em versos como “Ontem eu nasci e eles me ensinaram ter / Hoje eu renasci e vi que vale mais a gente ser”, Lamounier expressa uma ruptura com valores tradicionais, como “mesa posta pro jantar / A família deus e o lar”, e destaca a busca por uma vida mais autêntica. Imagens como “caravanas no céu”, “dançam havaianas no céu” e “giram girassóis no jardim” criam um clima onírico e psicodélico, típico do rock brasileiro dos anos 1970, reforçando a ideia de movimento e renovação.
A música também questiona a importância das coisas materiais, como em “Muita coisa é de papel / Como um barco é de papel / Como um tigre é de papel”, sugerindo que o essencial são as experiências e sentimentos verdadeiros. O refrão “Passam anos passam anas, eu vou / Passam anos passam anas, eu sou” resume a mensagem: o tempo passa, tudo muda, mas o importante é seguir em frente, sendo fiel a si mesmo e aberto à transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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