
Visão de Cego
Guinga
Imaginário plural do Brasil em “Visão de Cego” de Guinga
Em “Visão de Cego”, Guinga transforma a limitação da visão em uma força criativa, mostrando que o cego é quem realmente enxerga mais longe e mais fundo. Logo no início, a música apresenta a ideia de “mil Brasis de uma só vez”, destacando a diversidade cultural do país. A letra mistura referências como “Folias de Reis”, “barro marajoara” e “colcha de retalho”, elementos que representam diferentes tradições e regiões do Brasil. Guinga e Aldir Blanc, parceiros na composição, usam essas imagens para construir um retrato multifacetado da identidade nacional, costurando festas populares, objetos e personagens em um mosaico vivo e colorido.
A canção aposta no surrealismo e na liberdade criativa, trazendo cenas como “alguém cantar javanês” ou um “trem de celofane trilhando um xilofone”. Essas imagens fogem do realismo e reforçam o tom lúdico e imaginativo da música. O “cego surrealista” é, na verdade, o artista que enxerga além do óbvio, misturando o cotidiano com o fantástico. Referências como “prostitutas louras do cais”, “Oxum de bermuda fazendo windsurf” e “herói de cordel” ampliam ainda mais esse universo, misturando o sagrado e o profano, o popular e o inusitado. O final, com “um riso escancarado / de branco parafina / na boca tangerina”, celebra a alegria e a pluralidade, mostrando que a felicidade está justamente nessa mistura de tantos Brasis possíveis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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