ASA
Gustavo Galo
Reflexão sobre pertencimento e natureza em “ASA” de Gustavo Galo
A música “ASA”, de Gustavo Galo, propõe uma inversão na forma como enxergamos a relação entre o ser humano e o planeta. Logo no início, com o verso “A terra não é o seu quintal”, Galo desafia a ideia de que a terra está sob domínio humano, questionando a visão antropocêntrica e utilitarista. Ele sugere que a terra existe por si só, com uma essência complexa e indomável, independente da vontade das pessoas. Ao usar a expressão “rocha florida de sangue negro mineral”, o artista destaca o contraste entre a beleza natural e a brutalidade da exploração, abordando temas como a riqueza mineral e a violência da extração, que são centrais em debates ambientais e sociais.
O contexto do álbum “Asa” também aparece na letra, especialmente quando Galo menciona “um samba triste de noel”, fazendo referência à tradição da música popular brasileira e à melancolia poética de Noel Rosa. Em versos como “a terra não é dos terráqueos / terra de ninguém / a terra é dos crustáceos / não é de noé”, o compositor ironiza tanto a narrativa bíblica quanto a arrogância humana sobre o pertencimento da terra. No trecho final, “a terra treme / a terra geme / a terra goza”, Galo utiliza uma metáfora corporal para mostrar que a terra tem sua própria vitalidade e ciclos, reagindo e se transformando por meio de fenômenos naturais. Dessa forma, “ASA” convida à reflexão sobre a necessidade de humildade e respeito diante da força e autonomia do planeta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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