
Bragado, Alma Charrua
Gustavo Martins GM
O meu cantar se abaguala
Frente à existência campeira
Ruano bragado, tronqueira
Toso de ponta de lança
De laçar de toda a trança
Na lida bruta com o gado
Quando andava bem montado
No pingo das minhas confiança
Flete bragado de estouro
Pra um pealo de sobre lombo
Vinha prenunciando o tombo
De um tiro bueno e certeiro
Nas peçunhas de um terneiro
Que o sovéu grosso, benzido
Traz pela mão o sentido
Da perícia de um campeiro
Da Meia Lua ao Minuano
Puxou e escorou bagual
Honrou o estilo ancestral
Quebrando pedra na Lavra
Em seu viver me mostrava
Sua tendência teatina
A mesma minha, por sina
Nos fez irmãos de estrada
Andei longínquos rincões
Campeando e tropeando gado
E elevo este meu bragado
Pingaço de, alma charrua
Suas bragas, gotas de lua
Hão de voltar- se pra terra
Feito uma carga de guerra
Qual vento na pampa nua
Da Meia Lua ao Minuano
Puxou e escorou bagual
Honrou o estilo ancestral
Quebrando pedra na Lavra
Em seu viver me mostrava
Sua tendência teatina
A mesma minha, por sina
Nos fez irmãos de estrada



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