
Cê Namorava
Gustavo Mioto
Em “Cê Namorava”, a pegação vira frustração e segredo
Lançada em 2022, “Cê Namorava” mostra um narrador que confunde desejo com promessa. O cenário é de bar e festa, com “conversas em garrafas” virando coragem líquida e, em seguida, “de garrafas pra lençóis”, quando o flerte corre para a cama. A curva emocional aparece em “de eu pra nós / de nós pra choro”: do sonho de virar casal ao choque da realidade. A ironia de “eu era o único solteiro da parada” revela que, no meio daquele ambiente “livre”, só ele estava descompromissado, sem perceber que entrava numa relação já ocupada.
As pistas estavam no comportamento dela. Quando ele chama, ouve “não posso”; ao ver flash, ela “corria da foto”; e “arregalava os olhos” quando se falava em assumir. São sinais de quem teme exposição em redes e indicam um namoro paralelo, como noticiado à época. O refrão “tava na cara, cê namorava” martela a constatação que ele custou a juntar. Já “Quantas noites bati a minha boca no copo” mistura farra e tentativa de anestesiar a decepção. No fim, o movimento é claro: nasceu como pegação regada a álcool e lençóis, virou expectativa de compromisso e terminou na descoberta dolorida de que ela já tinha alguém. Ilusão, segredo, enrolação e frustração se encadeiam até o “choro” do verso, encerrando o ciclo de uma paixão mal endereçada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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