Rap da Felicidade
Hannoh Montano
Desejo de paz e resistência em "Rap da Felicidade"
Em "Rap da Felicidade", Hannoh Montano retoma um dos refrães mais marcantes do funk carioca: “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci”. Esse verso expressa o desejo básico de muitos moradores das favelas, que é viver com dignidade e segurança em seu próprio território. No entanto, a música mostra como esse direito é negado diariamente, seja pela violência armada — “sou interrompido à tiros de metralhadora” —, seja pelo preconceito e humilhação, até mesmo em espaços de lazer: “até lá nos bailes, eles vêm nos humilhar”.
A letra também critica a forma como as favelas são invisibilizadas na imagem oficial do Rio de Janeiro. O trecho “nunca vi cartão postal que se destaque uma favela, só vejo paisagem muito linda e muito bela” evidencia como a cultura e a existência dessas comunidades são ignoradas, apesar de fazerem parte da identidade da cidade. O contexto histórico da música, que ganhou destaque em eventos como a abertura das Olimpíadas de 2016, reforça seu papel como símbolo de resistência e esperança. Ao afirmar “o povo tem a força, só precisa descobrir”, a canção incentiva a autoestima coletiva e a luta por direitos, mostrando que, mesmo diante das dificuldades, há orgulho, fé e vontade de mudar a realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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