Sufoco da Vida
Harmonia Enlouquece
Crítica à psiquiatria e exclusão em “Sufoco da Vida”
"Sufoco da Vida", da banda Harmonia Enlouquece, retrata de forma direta o cotidiano de pessoas internadas em instituições psiquiátricas. A letra expõe práticas como a medicalização excessiva e a contenção física, evidenciadas em versos como “Me amarram, me aplicam / Me sufocam / Num quarto trancado / Socorro / Sou um cara normal / Asfixiado”. Esses trechos mostram a sensação de impotência e desumanização dos pacientes, ao mesmo tempo em que ironizam a ideia de normalidade imposta pelo sistema psiquiátrico.
A repetição dos nomes de medicamentos — Haldol, Diazepam, Rohypnol, Prometazina e Levomepromazina — reforça o clima de angústia e crítica, mostrando como a identidade do paciente se perde em meio à sedação constante. O contexto de criação da música, feita por pacientes e profissionais do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro, dá ainda mais peso ao relato, pois parte de quem vivencia o sistema de dentro. A ironia do verso “Sou um cara normal / Asfixiado” questiona o conceito de normalidade e denuncia o paradoxo de ser considerado “louco” por quem utiliza métodos invasivos. O cansaço expresso em “Tô cansado / De tanta / Levomepromazina” resume o desgaste físico e emocional causado pelo excesso de remédios e pela falta de escuta. A censura da música em um evento público reforça seu papel de denúncia e sua força como crítica social, tornando "Sufoco da Vida" um manifesto contra a exclusão e a violência institucional na saúde mental.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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