Retrato do Velho (marcha/carnaval)
Haroldo Lobo
Carnaval, política e humor em “Retrato do Velho (marcha/carnaval)”
“Retrato do Velho (marcha/carnaval)”, de Haroldo Lobo, é uma marchinha que reflete o clima político do Brasil em 1950, quando Getúlio Vargas retornou à presidência. O “velho” mencionado no título e na letra faz referência direta a Vargas. O verso “bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar” remete à tradição de pendurar o retrato oficial do presidente nas repartições públicas, prática interrompida após a deposição de Vargas em 1945 e retomada com sua volta ao poder. A música, com sua melodia animada e letra simples, transforma esse gesto político em um convite à celebração popular.
O trecho “O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar” reforça a imagem de Vargas como um líder próximo do povo, sugerindo que sua presença inspira ânimo e disposição nos trabalhadores. A repetição dos versos e o convite coletivo – “Eu já botei o meu / E tu não vais botar?” – criam um clima de festa e incentivam a participação de todos nesse momento de reconciliação nacional. Apesar do tom carinhoso e festivo, há uma ironia: Vargas não gostava da música, pois se incomodava com o apelido de “velho” aos 62 anos. Assim, a canção se destaca como um registro histórico e um exemplo de como o carnaval brasileiro mistura política e humor de forma única.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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