
Lundú da Marquesa de Santos
Heitor Villa-Lobos
Dor e ironia histórica em "Lundú da Marquesa de Santos"
Em "Lundú da Marquesa de Santos", Heitor Villa-Lobos utiliza o lundu, um gênero musical de origem africana conhecido tanto pela sensualidade quanto pela sátira, para abordar a dor do abandono amoroso vivido por Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. A escolha desse ritmo não é casual: além de remeter à cultura afro-brasileira, o lundu carrega uma ironia histórica ao tratar de um tema íntimo e dramático ligado à elite do Brasil imperial. O uso do apelido "Titilha" para Domitila reforça o tom pessoal e aproxima a canção do contexto real do romance entre ela e Dom Pedro I, tornando o lamento mais autêntico e humano.
A letra repete versos como “Tudo em mim é negro e triste” e “Desde o dia em que partiste”, intensificando o sentimento de desolação e perda. O trecho “castigo tremendo” mostra que a separação é sentida como uma punição insuportável, levando o eu lírico a um sofrimento profundo, quase mortal: “Eu vou morrendo, morrendo / Desde o dia em que partiste”. Villa-Lobos e o letrista Viriato Corrêa unem a simplicidade do lamento popular a referências históricas e culturais, criando uma canção que homenageia a figura da Marquesa e, ao mesmo tempo, faz uma crítica sutil à sociedade do século XIX, marcada por paixões intensas e escândalos públicos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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