
Bachianas Brasileiras No. 5 - Dança (Martelo)
Heitor Villa-Lobos
Natureza e saudade no sertão em “Bachianas Brasileiras No. 5 - Dança (Martelo)”
Em “Bachianas Brasileiras No. 5 - Dança (Martelo)”, Heitor Villa-Lobos, a partir do texto de Manuel Bandeira, cria uma ponte entre a música erudita e a cultura popular brasileira. A escolha de aves típicas do sertão, como irerê, cambaxirra, juriti, patativa e sabiá, não só retrata a paisagem nordestina, mas também expressa uma ligação afetiva com a natureza e a vida simples do interior. Esses pássaros simbolizam sentimentos como saudade, solidão e esperança, especialmente quando seus cantos são associados à ausência da viola, do amor e de Maria, elementos que remetem às perdas e à rotina do sertanejo.
A repetição dos versos “Canta, cambaxirra! Canta, juriti! Canta, irerê!” destaca o papel do canto das aves como consolo diante da tristeza, funcionando como um elo entre o homem e o sertão. O trecho “Seu assobio é tua flauta de irerê / Que tua flauta do sertão quando assobia / A gente sofre sem querê!” mostra como o canto dos pássaros substitui a viola do violeiro, tornando-se a voz da terra e dos sentimentos de quem ficou. O ritmo marcado do movimento “Dança (Martelo)” traz a energia das danças populares, mas também carrega uma melancolia ligada à saudade e à lembrança do que se perdeu. Ao unir o estilo barroco de Bach com elementos folclóricos brasileiros, Villa-Lobos transforma a saudade e a simplicidade do sertão em uma expressão artística universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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