
Bachianas Brasileiras No. 5
Heitor Villa-Lobos
Tradição e emoção em "Bachianas Brasileiras No. 5" de Villa-Lobos
"Bachianas Brasileiras No. 5", de Heitor Villa-Lobos, destaca-se por unir a tradição europeia do barroco, especialmente a influência de Bach, com elementos da identidade brasileira. A peça retrata a transição do entardecer para a noite, usando imagens como “uma nuvem rósea lenta e transparente” e a Lua que “surge no infinito... qual meiga donzela”. Esses versos refletem o lirismo poético brasileiro e criam uma atmosfera de serenidade e introspecção. A escolha de compor para soprano e oito violoncelos, uma formação pouco convencional, reforça a busca de Villa-Lobos por novas sonoridades e por uma expressão musical genuinamente nacional, em um contexto de valorização da cultura brasileira no início do século XX.
A letra, escrita por Ruth Valadares Corrêa após uma disputa de autoria, utiliza metáforas delicadas para transmitir sentimentos de saudade e a beleza passageira do entardecer. A Lua, descrita como “meiga donzela”, simboliza pureza e desejo de transformação, enquanto a natureza silencia e o mar reflete “toda a sua riqueza”. O verso “A cruel saudade que ri e chora” resume a ambiguidade emocional da canção, mostrando a saudade como algo doloroso e belo ao mesmo tempo. Assim, a obra se torna um retrato sensível do entardecer brasileiro, onde a paisagem natural reflete emoções humanas universais, unindo tradição, inovação e sentimento em uma expressão artística única.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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