Olha o Menino
Helião e Negra li
Realidade e esperança em “Olha o Menino” de Helião e Negra Li
Em “Olha o Menino”, Helião e Negra Li retratam a dura realidade da periferia paulistana, especialmente da Brasilândia, bairro onde Negra Li cresceu. A oposição entre “Brasilândia” e “Disneylândia” evidencia o contraste entre o cotidiano difícil dos jovens da periferia e o mundo idealizado que muitos só conhecem pela televisão. Ao dizer “Passei a minha infância / Toda por ali / Onde é melhor se respeitar / Pra não morrer”, os artistas mostram que o respeito, nesses contextos, é uma questão de sobrevivência, não apenas de educação. Essa vivência pessoal reforça a autenticidade da crítica à negligência social e governamental.
A letra aborda a infância marcada pela violência e pela falta de oportunidades, como em “ainda não tem idade”, mas já enfrenta a “realidade na criminalidade”. O verso “Olha o ministro cadê a educação” denuncia a ausência de políticas públicas, enquanto “E o político vendido / Tá vendendo solidão” aponta para a corrupção e o abandono institucional. Mesmo diante das dificuldades, a música traz esperança, usando a metáfora “Periferia é um jardim / Onde se plantam amores / E as dores” para mostrar que, além do sofrimento, há resistência e afeto. O refrão “Vou cantar que é pra ver um bom lugar” expressa o desejo de transformação social, destacando o papel da arte e da voz dos marginalizados na busca por um futuro melhor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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