
Lago Verde-Azul
Helmo de Freitas
Memória e natureza em "Lago Verde-Azul" de Helmo de Freitas
"Lago Verde-Azul", de Helmo de Freitas, explora a relação entre memória afetiva e as mudanças ambientais e culturais na região da Lagoa dos Patos. Inspirado por suas vivências na Fazenda Flor da Praia, o artista transforma lembranças pessoais em um retrato coletivo da Costa Doce. A letra alterna entre o olhar curioso e temeroso da infância diante da natureza — “Olhos esbugalhados / Do moleque assustado / Olhando aquele mar bravo” — e a nostalgia por um tempo em que a fauna era abundante e tradições locais, como ouvir sereias nas noites de lua cheia, faziam parte do cotidiano.
O refrão ressalta o valor simbólico da Lagoa dos Patos, chamada de “verdadeiro tesouro” e “Lago verde-azul / Que na América do Sul / Deus botou prá bebedouro”, destacando sua importância natural e espiritual. O verso “E hoje não se vê mais / Este símbolo da aguada” expressa a preocupação com a perda de elementos naturais, como os patos selvagens e o bailado das tainhas, trazendo uma crítica sutil às transformações ambientais. Ao revisitar o local de sua infância, o narrador sente saudade e emoção — “Me olho lagoa em ti / E me enxergo chorando” —, revelando o sentimento de pertencimento e a dor pela passagem do tempo. A canção equilibra contemplação, lamento e celebração, conectando a história pessoal do compositor à identidade cultural e ecológica do sul do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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