
Asas de Jornal
Hendrik Dillan
Se voa as fadas na TV
Por que não posso eu também?
Em minhas asas de papel
Machê flutuar nesta brisa que vem
Flores da imaginação
Tão reais quanto não
Adornam as portas
De um passado que dorme são
Ontem, giz de cera em jornal
Letrinhas miúdas, formigas graúdas
Hoje o ato de um homem animal
Notícias confusas, violência difusa
Gente não voa, disseram pra mim
Flores são frágeis, percebi enfim
O que vai ser depois de crescer?
Se sonhar sem voar, pés no chão andar
Ontem, giz de cera em jornal
Letrinhas miúdas, formigas graúdas
Hoje o ato de um homem animal
Notícias confusas, violência difusa
Gente não voa, disseram pra mim
Flores são frágeis, percebi enfim
O que vai ser depois de crescer?
Se sonhar sem voar, pés no chão andar
Só andar, andar




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