
Estrada do sertão
Hermínio Bello de Carvalho
Amor silencioso e saudade em “Estrada do sertão”
“Estrada do sertão”, de Hermínio Bello de Carvalho, retrata de forma sensível o amor silencioso e sofrido típico do interior brasileiro. A letra utiliza expressões como “gostar desenchavido, encruado e recolhido” para mostrar um sentimento guardado, quase secreto, que consome o narrador por dentro. O uso de palavras e imagens regionais, como “juriti”, “jandaia”, “tiê” e “colibri”, reforça a ambientação do sertão e serve como metáfora para os estados emocionais do eu lírico: tristeza, resistência, inquietação e desejo de aconchego.
A canção, com letra de Hermínio Bello de Carvalho e melodia de João Pernambuco, valoriza a cultura e a linguagem do sertão, tornando-se intimista e autêntica. O verso “não me faz essa graçola de me abrir essa gaiola pra depois não me prender” usa a metáfora da gaiola para expressar o medo de ser enganado por promessas de liberdade ou amor, apenas para ser deixado de lado novamente. Os pedidos para que os pássaros cantem e se aproximem, como em “canta firme juriti” e “pousa aqui meu colibri”, mostram o desejo de proximidade e consolo. No final, o verso “quanto mais me desfeiteia, me despreza, mais me arrasto pra você” revela uma entrega incondicional, mesmo diante do desprezo. Assim, a música constrói um retrato delicado do amor sertanejo, marcado por simplicidade, dor e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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