
Mulher do Povo
Hermínio
Estigma e julgamento em "Mulher do Povo" de Hermínio
"Mulher do Povo", de Hermínio, se destaca por inverter a narrativa tradicional da infidelidade, transferindo o foco do julgamento social do homem traído para a mulher que trai. A frase repetida "Você não é corno não, ela é que é do povo" busca aliviar o estigma do parceiro traído, sugerindo que a culpa e a vergonha não deveriam recair sobre ele, mas sim sobre a mulher. No entanto, ao usar a expressão "do povo" de forma pejorativa, a música reforça estereótipos negativos sobre a sexualidade feminina.
A metáfora "é tipo corrimão e pega quem quiser pegar" é central para entender o tom da canção. Ela compara a mulher a um objeto de uso público, insinuando promiscuidade e acessibilidade, o que intensifica a crítica à conduta dela e reforça julgamentos morais. O refrão repetitivo e a linguagem direta deixam claro o objetivo de consolar o homem traído, mas fazem isso à custa de uma visão estigmatizante da mulher. O contexto do videoclipe e a repercussão da música mostram que, apesar do tom descontraído, a canção aborda temas delicados e pode ser considerada ofensiva por perpetuar visões negativas sobre a liberdade sexual feminina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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