
Preto Demais
Hugo Ojuara
Racismo estrutural e afirmação em “Preto Demais” de Hugo Ojuara
A música “Preto Demais”, de Hugo Ojuara, aborda de forma direta o racismo estrutural no Brasil, mostrando como pessoas negras são criminalizadas e marginalizadas simplesmente por existirem ou buscarem ascensão social. Um dos pontos centrais da letra é a ironia na fala do delegado: “preto demais, corre demais, fala demais, sorri demais”. Aqui, qualquer atitude natural ou positiva de um jovem negro é vista como suspeita, deixando claro que o preconceito não está em ações concretas, mas na própria presença e visibilidade do negro. O contexto da música se inspira em casos reais de injustiça, onde conquistas e comportamentos de pessoas negras são distorcidos como ameaças, enquanto privilégios de jovens brancos passam despercebidos, como no trecho “com playboy fumando um boldo ali ninguém se mete”.
A repetição e o tom de deboche no refrão — “É que eu sou preto demais...” — transformam a acusação em motivo de orgulho. O verso “vou fazer comer poeira os filhinhos de papai” inverte a lógica da opressão, mostrando que a união e o planejamento da população negra são vistos como ameaça por quem detém o poder, mas também representam força e resistência. No final, a música se torna um hino de afirmação identitária, celebrando a negritude e denunciando o silenciamento, como no verso “os tempos de submissão do nosso povo estão com os dias contados”. “Preto Demais” é, assim, uma denúncia social e um chamado ao orgulho e à luta coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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