
Refrão de Bolero
Humberto Gessinger
Ciclos de arrependimento e desejo em “Refrão de Bolero”
Em “Refrão de Bolero”, Humberto Gessinger explora a autocrítica e o arrependimento de quem reconhece ter sido sincero demais em um momento decisivo. O verso “Eu que falei: Nem pensar / Agora me arrependo, roendo as unhas” mostra como uma fala impulsiva pode gerar consequências profundas, descritas como um “crime sem perdão”. O ambiente da música, com bares, vinho barato e solidão, remete ao universo do bolero, gênero famoso por tratar de amores intensos e sofridos. O título sugere que o sofrimento amoroso é repetitivo, como um refrão que nunca termina.
A letra também destaca a complexidade da relação com Ana, figura real mencionada por Gessinger. No trecho “teus lábios são labirintos, Ana / Que atraem os meus instintos mais sacanas”, o eu lírico revela o fascínio e a confusão provocados por ela. A expressão “Eu entro sempre na tua dança de cigana” reforça a ideia de sedução e imprevisibilidade. A repetição do arrependimento e da sinceridade “como não se pode ser” traz uma reflexão irônica sobre os limites da honestidade. No final, ao citar o encontro com uma “guria” já conhecida “de outros carnavais”, a música amplia o tema da solidão e da busca por conexão, mostrando que o ciclo de desencontros e nostalgia se repete, sempre deixando um vazio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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