
Parabólica
Humberto Gessinger
Afeto e criatividade paterna em “Parabólica” de Humberto Gessinger
Em “Parabólica”, Humberto Gessinger utiliza jogos de palavras com o prefixo “para” e expressões como “paralelas que se cruzam em Belém do Pará” para criar uma atmosfera lúdica e irônica. Por trás desse tom descontraído, a música é uma homenagem à sua filha recém-nascida, Clara. Termos como “parabólica” e “clara-bólica” fazem referência direta à menina, misturando carinho e criatividade. A inspiração para o título e o clima da canção veio de uma antena parabólica observada em Belém, cidade que também aparece na letra, reforçando o vínculo afetivo e pessoal da composição.
A letra explora a ideia de proximidade e distância, especialmente nos versos “Longe, longe, longe (aqui do lado)” e “A distância não separabólica”, mostrando que o amor entre pai e filha supera qualquer barreira física. O paradoxo das “paralelas que se cruzam” sugere que, mesmo diante do impossível, o laço familiar permanece forte. O tom irônico aparece em frases como “O pecado mora ao lado / E o paraíso... paira no ar”, brincando com a dualidade entre o cotidiano e o ideal. Além disso, referências à televisão “fora do ar” e à vigilância “pela janela” trazem uma crítica leve à alienação e à exposição, mas sem perder a leveza. Assim, “Parabólica” se destaca como uma declaração de afeto, marcada por criatividade e sensibilidade paterna.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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