
Alexandria
Humberto Gessinger
“Alexandria”: excesso de vozes e perda de referências
Parceria de Humberto Gessinger com Tiago Iorc lançada em 2017, “Alexandria” ganha força ao retratar um mundo saturado de opiniões e barulho. “Gente demais… falando demais, alto demais” resume o ambiente em que a confusão entre estar certo e ser sensato se instala. O jogo com “razão” — “Não tiro a razão de quem não tem razão” / “Perdi a razão com quem me deu razão” — evidencia como, no ruído das disputas, a lucidez escapa. A imagem central, “A gente queima todo dia mil bibliotecas de Alexandria”, amplia o tema para a era digital: excesso de informação não é conhecimento; vira perda de memória e de critérios, ecoando o contexto por trás da canção. A faixa integrou o projeto “Desde aquele dia”.
A letra aponta um antídoto: responsabilidade pessoal e foco. “Vá procurar o que caiu da mão / refazer sozinho o caminho / olhando pro chão” propõe recompor referências sem atalhos. Já “não vi solução na mão da contramão” e “brincando com o fogo, pura atenção” criticam a contrariedade performática e a busca por visibilidade nas redes, que acendem incêndios e nada resolvem. No desfecho, “a gente teima, antes temia / já não sabe o que sabia” amarra a crítica: a repetição ruidosa banaliza medos e apaga conhecimentos. A metáfora da Biblioteca de Alexandria fecha o aviso — estamos desperdiçando saberes coletivos ao trocar profundidade por volume de vozes e velocidade de opinião.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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