
Espanto
Humberto Gessinger
Reflexão serena sobre o tempo em “Espanto” de Humberto Gessinger
Em “Espanto”, Humberto Gessinger aborda o envelhecimento e as mudanças da vida com uma visão serena e realista, fugindo do drama ou da negação. Logo no início, nos versos “Por que o espanto? Tô bem no meu canto / E o outono é uma bela estação”, ele usa o outono como metáfora para a maturidade, mostrando que essa fase pode ser tranquila e bonita, diferente da ideia negativa que costuma cercar o envelhecer. O trecho “Cabelos brancos, dentes amarelos / O contrário, é só ilusão” reforça a aceitação das marcas do tempo, deixando claro que negar o envelhecimento é se enganar.
O refrão “Por que o espanto? Não é pra tanto” questiona a surpresa diante das transformações naturais da vida, alinhando-se ao contexto do álbum, que convida à reflexão sobre o tempo e a aceitação das mudanças. A letra também destaca como as pessoas enxergam o que querem, como em “Quem vê um santo, com pés de barro / Vê o que quer / Viés de confirmação”, apontando para a subjetividade dos julgamentos. Ao dizer “Se a cabeça bate dentro do peito / O afeto / Afeta a razão”, Gessinger mostra que as emoções influenciam nossas decisões. O refrão “Tudo bem, segue o jogo” e a menção ao “fogo amigo” reforçam a ideia de seguir em frente, mesmo diante de dificuldades, sem perder a leveza. O instrumental, marcado pelo baixo e pela energia do power trio, traduz em música a mensagem de aceitar a vida como ela é, sem espanto, com tranquilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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