
Segura a Onda Dorian Gray
Humberto Gessinger
Reflexão irônica sobre envelhecer em “Segura a Onda Dorian Gray”
Em “Segura a Onda Dorian Gray”, Humberto Gessinger utiliza o personagem de Oscar Wilde, conhecido por buscar a juventude eterna, para abordar o envelhecimento de forma leve e irônica. Logo no início, ao se olhar no espelho e dizer “Caralho, como estou ficando velho!”, o narrador expõe o impacto do tempo, mas sem perder o bom humor. A referência a Dorian Gray, que no romance mantém a aparência jovem enquanto seu retrato envelhece, serve como contraste para a aceitação do próprio envelhecer, algo que Gessinger trata com uma mistura de surpresa e resignação.
A música também traz a frase “It’s better to burn out, than to fade away” (É melhor queimar do que desaparecer aos poucos), reforçando o dilema entre viver intensamente ou se apagar lentamente, tema frequente na cultura pop. O verso “Que pena ter que ter só dez mil anos / Cara, falta tempo, sobram planos!” ironiza a sensação de que, mesmo com uma vida longa, o tempo nunca seria suficiente para realizar tudo. Outras referências, como “Nosferatu já encheu o saco / Do verão eterno, infinito inverno”, misturam elementos culturais para mostrar o tédio de uma existência sem fim. No final, a canção valoriza o envelhecer ao lado de alguém querido, como em “Ainda bem que ela está comigo / Cada vez mais bela, cada vez mais velha”. A participação de Nico Nicolaiewsky acrescenta um tom teatral, ampliando o clima de tragicomédia sobre a passagem do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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