
Hino à Hécate
Ícaros
Ritual, mitologia e reverência em “Hino à Hécate”
“Hino à Hécate”, da banda Ícaros, mergulha na mitologia grega ao homenagear Hécate, deusa associada à magia, à noite e aos limites entre mundos. A canção destaca a figura de Hécate como “Tríplice Rainha da Corte Fantasma”, referência direta à sua representação clássica como senhora da terra, do mar e do céu, conforme descrito na "Teogonia" de Hesíodo. Elementos como “cães do abismo, porteiro da Morte” e “árvore egrégia na encruzilhada” reforçam a ligação com a tradição, já que Hécate é vista como guardiã dos cruzamentos e dos portais entre o mundo dos vivos e dos mortos. Essas imagens criam uma atmosfera sombria e mística, marcada pelo respeito e pelo temor diante do desconhecido.
A letra acompanha a transição do dia para a noite (“Vai-se o dia, sobe a Lua”), momento em que Hécate manifesta seu poder. O ambiente é enriquecido por menções a “conclave na névoa da Hoste Espectral” e à presença de “trasgos e bruxas, corujas e magas”, figuras ligadas ao ocultismo e à feitiçaria, que tradicionalmente acompanham a deusa. O refrão, com a saudação “Khaire Hécate” (“Salve Hécate”), reforça o caráter ritualístico da música, transformando-a em uma invocação contemporânea. Ao pedir “sortilégio” e “privilégio” à “Vingadora, Aterradora”, a canção evidencia a dualidade de Hécate: fonte de poder e justiça, mas também de temor, refletindo a relação ambígua entre humanos e o divino no universo mítico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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