
Aba Reta
Igor Kannário
Preconceito e resistência social em “Aba Reta” de Igor Kannário
A música “Aba Reta”, de Igor Kannário, faz uma crítica direta ao preconceito que associa a estética periférica, como bonés de aba reta, bermudões e marcas populares, à criminalidade. O verso “O que é que aba reta tem a ver com ser ladrão?” questiona de forma clara o julgamento baseado apenas na aparência, mostrando o absurdo dessa ligação. A canção se tornou um símbolo de resistência e orgulho para jovens das periferias, ao mesmo tempo em que denuncia a violência gerada pelo preconceito, como no trecho “Preconceito gera violência / Se ligue na ideia, negão!”.
A letra também expõe a hipocrisia social ao comparar o tratamento dado a pessoas de diferentes classes, como em “Tá de terno e paletó / O cara é santinho, primo do major”, sugerindo que a criminalização do visual periférico é seletiva e injusta. Expressões como “pegada segura que é da ralé” valorizam a identidade periférica, mostrando que caráter e dignidade não dependem de roupas ou marcas. A análise acadêmica citada reforça que a música se conecta com a realidade das favelas, ressignificando conceitos e promovendo uma reflexão sobre desigualdade e respeito. Assim, “Aba Reta” se destaca como um protesto direto e emocional contra o preconceito social e a marginalização dos jovens da periferia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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