
Maloqueiro Ousado
Igor Kannário
Orgulho periférico e resistência em "Maloqueiro Ousado"
"Maloqueiro Ousado", de Igor Kannário, aborda o preconceito estrutural enfrentado por moradores das periferias de Salvador, especialmente quando conquistam bens materiais. No trecho “Comprei a minha barca mas não sou ladrão / Meti meu cordão de ouro mas não sou ladrão”, o artista evidencia como conquistas legítimas são vistas com desconfiança, reforçando estereótipos injustos sobre quem vive na favela. A letra se inspira na rotina de trabalhadores honestos que, apesar do esforço diário, são alvo de acusações infundadas, como mostra o verso “O vizinho que é conspirador fala / Que eu me envolvo em bagulho errado”.
O refrão “Maloqueiro, maloqueiro ousado” transforma um termo pejorativo em símbolo de orgulho e resistência. A palavra “ousado” destaca a coragem de enfrentar o preconceito sem se envergonhar das origens ou das conquistas. O videoclipe, gravado nas periferias e com participação da comunidade, reforça o sentimento coletivo de luta e pertencimento, além de homenagear o pai do artista, conectando a mensagem à sua própria história. Igor Kannário, conhecido como “Príncipe do Gueto”, usa a canção para dar voz aos marginalizados, mostrando que dignidade e sucesso podem, sim, fazer parte da realidade da favela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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