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Cambão de Boi

Iguinho e Lulinha

Orgulho e bravura sertaneja em "Cambão de Boi"

Em "Cambão de Boi", Iguinho e Lulinha exaltam o orgulho e a coragem do vaqueiro nordestino, diferenciando o papel do vaqueiro de destaque daquele que realiza tarefas mais rotineiras no campo. Ao recusar ser "vaqueiro de levar cambão de boi", o narrador mostra que não quer se limitar ao trabalho coletivo e repetitivo, simbolizado pelo cambão — peça que une os bois para arar ou puxar carroças. Ele prefere o desafio e a emoção da vaquejada, esporte tradicional do sertão, onde a habilidade e a bravura são essenciais.

A letra valoriza elementos marcantes da cultura sertaneja, como o cavalo valente — "cavalo bom não se acua na saída" — e a busca por enfrentar "gado pesado", que representa o maior desafio e prestígio para o vaqueiro. Expressões como "bote o boi envenenado, feito cobra cascavel" reforçam o tom competitivo e descontraído, mostrando que quanto mais difícil o boi, maior o orgulho de quem o domina. O verso "do jiqui pra aquela risca, boto os seus cascos pro céu" faz referência direta à pista da vaquejada, onde o vaqueiro precisa derrubar o boi entre duas faixas, demonstrando técnica e domínio. Assim, a música celebra não só a destreza e coragem do vaqueiro, mas também o orgulho das raízes rurais e a alegria das festas do sertão, elementos centrais na identidade de Iguinho e Lulinha.

Composição: Francisco Moreira da Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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