
Medida Certa
Iguinho e Lulinha
“Medida Certa” e o truque de negar o que se sente
Medida Certa transforma a saudade em jogo de disfarce. O narrador nega o que sente e empurra o desejo para os objetos da casa. O refrão “Não sou eu” vira desculpa: quem pede a presença dela seriam o quarto, o travesseiro e o lençol. Ao mesmo tempo, ele liga “só se der” e finge descompromisso com “Eu e você, nada a ver”, além de pedir segredo sobre a saudade. As imagens desmentem a pose: “meu pente perguntou do seu cabelo”, “reclamações do meu espelho”, “meu carro que se apaixonou na rota”. A contradição é o ponto: diz que não, mas tudo ao redor diz que sim.
A personificação é o motor da canção e dá humor e intimidade. Objetos cotidianos viram cúmplices do desejo, recurso que a composição de Danilo d'Ávilla e Anajuh explora com precisão. O cenário do quarto sustenta o clima sedutor, que ganha impulso na batida de Iguinho e Lulinha, dupla conhecida por juntar forró e piseiro. No fecho, o duplo sentido do título aparece limpo em “Minha cama tem a medida certa pra nós dois”: fala do tamanho do colchão e do encaixe perfeito do casal. Repetindo “Não sou eu”, o eu lírico tenta manter distância, mas a música mostra o contrário: saudade assumida por vias tortas, desejo exposto e um convite velado para ela voltar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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