
Amor É Uma Palavra
Ikaro Ogãn
Dor e espiritualidade em "Amor É Uma Palavra" de Ikaro Ogãn
"Amor É Uma Palavra", de Ikaro Ogãn, aborda de forma direta o impacto da traição e como ela pode distorcer a visão sobre o amor. Logo no início, o verso “Essa mulher vai ser minha, nem que seja na macumba” revela a determinação do narrador em reconquistar o amor perdido, mesmo que precise recorrer a práticas espirituais. Essa referência à macumba e à espiritualidade afro-brasileira é um traço marcante na obra de Ikaro Ogãn, reforçado pela menção a “cruzei sete calungas”. Nesse contexto, "calunga" pode se referir tanto ao mar, símbolo de travessia e ancestralidade nas religiões afro-brasileiras, quanto a cemitérios, indicando os desafios e sacrifícios enfrentados pelo narrador.
A letra alterna entre o desabafo da decepção amorosa – “Eu amei, não fui amado / E nunca mais amei igual” – e a insistência quase obsessiva em recuperar o que foi perdido, mesmo que isso envolva forças sobrenaturais. Expressões como “facada no peito” e “a dor da traição” deixam claro o sofrimento intenso causado pela infidelidade. O refrão “Amor amor, amor amor / É uma palavra pra quem sabe dar valor” questiona o verdadeiro significado do amor, sugerindo que nem todos sabem ou querem valorizá-lo. Assim, a música une o lamento pela traição à força da tradição espiritual, mostrando como a cultura afro-brasileira pode servir tanto de consolo quanto de instrumento de resistência diante das dores do coração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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