
No Cemitério Ao Lado Esquerdo de Uma Tumba
Ikaro Ogãn
Tranca Ruas e proteção espiritual em "No Cemitério Ao Lado Esquerdo de Uma Tumba"
A música "No Cemitério Ao Lado Esquerdo de Uma Tumba", de Ikaro Ogãn, destaca Tranca Ruas como um guardião espiritual que atua entre o mundo dos vivos e dos mortos. A escolha do cemitério como cenário reforça a ligação com as religiões afro-brasileiras, como Umbanda e Candomblé, onde esse espaço é visto como um ponto de contato com o sagrado e com forças protetoras. Nesse contexto, Tranca Ruas representa proteção contra energias negativas e pessoas mal-intencionadas, sendo uma figura central para quem busca segurança espiritual.
A repetição do verso "Ele é meu protetor" evidencia a confiança e a devoção do narrador à entidade, mostrando uma relação de dependência espiritual. A descrição visual de Tranca Ruas – "de cajado, de capa e cartola" – remete à sua iconografia tradicional, transmitindo respeito e imponência. O verso "Cortando com sua faca a língua de falador" é uma metáfora clara da ação protetora da entidade, que silencia quem tenta prejudicar ou caluniar o devoto. As saudações "Laroyê" e "Mojubá" reforçam a conexão com Exu, mensageiro e guardião das encruzilhadas. Por fim, a frase "Não mexe comigo moça o meu exu vai te pegar" deixa explícito que a proteção espiritual é uma barreira real contra ameaças, transmitindo tanto um aviso quanto uma sensação de segurança para quem está sob a guarda de Tranca Ruas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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