
Nunca Vi Malandro Chorar
Ikaro Ogãn
Vulnerabilidade e amor em "Nunca Vi Malandro Chorar"
"Nunca Vi Malandro Chorar", de Ikaro Ogãn, desconstrói o estereótipo do malandro insensível ao mostrar que até quem vive de esperteza pode se render à dor do amor. O personagem principal admite para "Zé" que mentiu para a mulher dizendo que não gostava dela, acreditando que sairia ileso. No entanto, ao vê-la partir, ele se vê tomado pelo choro, revelando uma vulnerabilidade inesperada. Essa confissão desafia a imagem tradicional do malandro, especialmente na cultura afro-brasileira, onde essa figura é vista como alguém que nunca se abala emocionalmente, principalmente por questões amorosas.
O refrão repetido, "Nunca vi um malandro chorar por uma mulher", destaca o espanto diante desse comportamento, como se o próprio protagonista não se reconhecesse na própria dor. O nome "Zé" provavelmente faz referência a Zé Pelintra, entidade da Umbanda e do Candomblé associada à malandragem e à proteção dos marginalizados. Isso aprofunda o significado da música, mostrando que até símbolos de resistência e autossuficiência podem ser frágeis diante do sentimento. Ikaro Ogãn, assim, humaniza o malandro e mostra que admitir a dor faz parte da vida, mesmo para quem sempre pareceu inabalável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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