
Soltaram um bode preto
Ikaro Ogãn
Rituais e simbolismo em "Soltaram um bode preto" de Ikaro Ogãn
Em "Soltaram um bode preto", Ikaro Ogãn utiliza imagens marcantes para retratar rituais das religiões afro-brasileiras, especialmente da Umbanda. O bode preto solto à meia-noite na calunga — termo que faz referência ao cemitério — representa um ritual de oferenda a Exu Tatá Caveira, entidade associada à proteção, transformação e comunicação entre o mundo material e o espiritual. A escolha da meia-noite reforça o caráter místico do momento, considerado propício para a conexão entre os dois planos.
A letra menciona o bode "correndo os quatro cantos" e indo até a porteira, simbolizando a liberdade de Exu para transitar entre diferentes espaços e dimensões, protegendo caminhos e abrindo portas. O trecho sobre "beber um marafo com Tatá Caveira" faz referência à tradição de oferecer cachaça (marafo) à entidade, demonstrando respeito e comunhão. Dessa forma, a música valoriza a força dos rituais de Umbanda, a importância das oferendas e a relação de respeito com as entidades espirituais, destacando a conexão entre o mundo físico e o espiritual que guia e protege os praticantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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