
Vai Ter Volta / Ela É Dona da Encruza
Ikaro Ogãn
Força e justiça espiritual em “Vai Ter Volta / Ela É Dona da Encruza”
A música “Vai Ter Volta / Ela É Dona da Encruza”, de Ikaro Ogãn, explora a força feminina das entidades espirituais da Umbanda e do Candomblé, especialmente as Pombagiras, como símbolos de proteção, justiça e superação diante da traição. Ao citar nomes como Dona Mulambo e Maria Padilha, a letra conecta experiências pessoais de abandono e dor à presença dessas figuras poderosas, tradicionalmente vistas como guardiãs das encruzilhadas e defensoras dos injustiçados. O verso “Eu nunca andei sozinha / Pois tenho Dona Mulambo / Que anda em meus caminhos” mostra como a fé nessas entidades oferece amparo espiritual mesmo nos momentos mais difíceis.
O refrão “Vai ter volta” e a repetição de “Não é praga mas um dia / Ainda vou ver sua dor” reforçam a ideia de justiça cármica, comum nas religiões afro-brasileiras, onde o mal retorna a quem o praticou. A menção à Rosa Caveira, entidade ligada à morte e transformação, sugere que a justiça será inevitável e espiritual. Já o trecho “Ela é Dona da encruza / Ela anda na beira da estrada / Ela veste vermelho / Ela é macumbeira” destaca a independência e o poder dessas entidades femininas, que fogem dos padrões convencionais e são respeitadas tanto por sua força quanto por seu papel de protetoras. Assim, a música celebra a força das Pombagiras e transmite uma mensagem de resiliência e confiança no retorno do equilíbrio diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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