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Samba-Enredo 2026 - Império Dos Balangandãs: Joias Negras Afro-brasileiras

G.R.C.S. Império de Casa Verde (SP)

Meu rei, o tigre me chamou
Muito prazer, Dona Fulô
No tabuleiro da baiana tem
Em contas vibram rituais
Vou te contar de onde vem
É ganho de preta pra se libertar
Os brincos, anéis e pulseiras
Me adornam, contornam
Se faz candeeiro
É negro o fim do açoite, lá se vai o cativeiro

Meu destino alumiou, o pescoço é um altar
Amuleto Salvador, na argola
Elegância de mulher, que me trança em tua fé
Sou da mina de Benin, do Congo e Angola

Tem ouro, prata e turbantes de algodão
Frutas da estação, rosas tão coloridas
Nesse gingado carregado de axé
Descendo o Pelô, têm pescado e acarajé
O amor, fundamento que o seio alimentou
Exemplo que Ciata inspirou
Liberdade, igualdade, pois todo imperiano é assim
É resistência, que renasce em mim

Bate tambor, o Império mandou me chamar
Nos balangandãs de ioiô e iaiá
Lá vem Casa Verde quebrando correntes
Abre a roda, o samba já vai começar

Composição: Diogo Nogueira, Fabiano Sorriso, André Diniz, Darlan, Bocão, Arlindinho Cruz. Essa informação está errada? Nos avise.
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