
Velho Pilão
Inezita Barroso
Memória e resistência cultural em "Velho Pilão" de Inezita Barroso
A música "Velho Pilão", de Inezita Barroso, transforma um objeto doméstico simples em um símbolo marcante de abandono e esquecimento. O pilão, descrito como "negro como a asa da Graúna" e feito da "mais dura Baraúna", representa a memória de tempos em que era essencial na vida da fazenda, especialmente na cozinha, onde "todo mundo aproveitava, pra socar milho e café". Esse contraste entre o pilão ativo do passado e seu estado atual, "empoeirado" e "abandonado", serve como metáfora para sentimentos de solidão e saudade diante das mudanças trazidas pelo tempo.
A letra reforça essa metáfora ao fazer o narrador se identificar com o pilão: "Velho pilão sou eu, destino igual ao teu". Essa identificação destaca o sentimento de ser deixado para trás pelo "progresso", que "foi chegando" e tornando tanto o pilão quanto o narrador obsoletos. O tema dialoga com a postura de Inezita Barroso, defensora das raízes da música caipira e crítica das modernizações que descaracterizam a tradição. Assim, "Velho Pilão" vai além da nostalgia pessoal, funcionando como uma crítica à perda de valores e costumes do interior brasileiro e como um tributo à memória e à autenticidade cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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