
Caipira de Fato
Inezita Barroso
Orgulho e resistência cultural em “Caipira de Fato”
“Caipira de Fato”, interpretada por Inezita Barroso, expressa de forma direta o orgulho da identidade rural e a valorização das raízes caipiras. Logo no início, a artista afirma: “Eu sou cabocla tô chegando lá da roça / Inda falo vige nossa, eu ainda digo é”, destacando o uso de expressões típicas do interior e reforçando a importância da linguagem regional. Essa postura está alinhada com a trajetória de Inezita, que sempre defendeu a cultura de raiz e criticou as transformações do sertanejo moderno, que ela chamava de “sertanojo”. A letra funciona como uma declaração de pertencimento e resistência, celebrando a simplicidade e a autenticidade da vida no campo.
A música também utiliza imagens ligadas à natureza, como “cheiro doce lá da mata”, “água limpa da cascata” e “o verde dos cafezais”, para associar a identidade caipira ao ambiente rural. Metáforas como “fera que esconde o filhotinho” e “ave que não sai do ninho” reforçam o instinto de proteção das tradições e valores herdados, refletindo a postura de Inezita ao defender o espaço feminino e autêntico na música de raiz. Ao afirmar “sou vida, sou pureza, amor que não se desfaz”, a canção sintetiza a ideia de que ser caipira é um modo de ser marcado por autenticidade, beleza e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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