
Moda da Pinga
Inezita Barroso
Humor e tradição caipira em "Moda da Pinga" de Inezita Barroso
"Moda da Pinga", eternizada por Inezita Barroso em 1953, transforma a relação com a bebida em motivo de orgulho e diversão, subvertendo o estigma negativo do álcool. A música usa um tom bem-humorado, com expressões regionais e situações exageradas, como em “Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio / Só pra carregá é queu dô trabaio”, para mostrar a personagem vivendo a embriaguez de forma descontraída e quase afetuosa. A pinga, bebida típica da cultura caipira, é apresentada como parte essencial das festas e do cotidiano do interior.
Composta em 1937, a canção se tornou símbolo da música rural brasileira. A letra utiliza metáforas simples para descrever o efeito da bebida, como “Venho pros caminho, venho trupicando / Chifrando os barranco, venho cambeteando”, transmitindo de forma leve o descontrole da embriaguez. O refrão “Mas sendo de pinga eu caio contente, oi lá!” reforça a ideia de que, apesar das quedas, há satisfação genuína no ritual de beber, conectando a personagem à tradição e à alegria das festas do interior. A menção ao “garrafão” e às diferentes formas de consumo da pinga mostra como a bebida está presente em vários momentos da vida caipira. O final cômico, com a protagonista sendo levada para casa “de braço dado é com dois sordado”, encerra a narrativa celebrando o espírito festivo e autêntico do universo retratado por Inezita.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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