
Festa do Congado
Inezita Barroso
“Festa do Congado”: memória negra e devoção popular
“Festa do Congado”, de Inezita Barroso, transforma a pausa no engenho em rito de liberdade e memória negra. Quando a roda ocupa o terreiro, o trabalho para e a comunidade assume o centro. Ao entronizar São Benedito e pedir reverência à calunga, a letra cruza catolicismo popular com heranças banto. “Calunga” guarda a ambiguidade típica do Congado: é a boneca sagrada levada no cortejo, símbolo dos ancestrais e da travessia, e também um chamado afetuoso ao próprio povo que se curva em respeito ao santo protetor. O falar popular dá corpo à festa: “festa de preto” afirma pertencimento; “nêgo véio vai folgar” marca descanso e autonomia no dia de celebração; e “rei Congá” tanto nomeia o Rei do Congo quanto evoca o congá, o altar sagrado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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