
Marcolino (part. Pena Branca)
Inezita Barroso
Hierarquia e sabedoria popular em “Marcolino (part. Pena Branca)”
Em “Marcolino (part. Pena Branca)”, Inezita Barroso destaca a diferença entre o "tropeiro" e o "arrieiro da tropa", um ponto central que revela a hierarquia do trabalho rural. O narrador deixa claro seu orgulho em ser arrieiro, mesmo ocupando uma posição considerada inferior, ao repetir: “Eu não sou tropeiro não / Sou arrieiro da tropa, Marcolino / O tropeiro é meu patrão”. Essa afirmação valoriza o papel do trabalhador simples, que reconhece sua função sem se diminuir, mostrando respeito pela estrutura social do campo e pela importância de cada um no cotidiano sertanejo.
A música também traz conselhos e imagens típicas do interior, como em “Menina suspende a saia / Não deixa na água barreá / Que a renda custou dinheiro, Marcolino / Dinheiro custa a ganhá”. Esse trecho ressalta o valor do esforço e do trabalho, mostrando que cada conquista exige sacrifício. A referência ao “velho gaioleiro” que “faz gaiola sem poleiro” ao ver moça bonita sugere uma crítica sutil a quem se aproveita da inocência alheia, enquanto o aviso ao passarinho para se calar e não ser abatido com “pique” reforça a necessidade de cautela e discrição no ambiente rural. Com esses elementos, a canção constrói um retrato autêntico da cultura caipira, misturando relações de trabalho, conselhos de vida e metáforas do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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