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A Ruína Em Silêncio

Inverno Eterno

Letra

    É tão doce olhar à volta,
    Ver a natureza morta...
    Sentir que nesta brisa que passa, algo infindo -
    Como as paredes brancas deste quarto.

    Seguro-te sem saber porquê,
    Em miragens de luxúria;
    Contemplado a tua nudez frígida,
    Num antagonismo que me adoece.

    A tua fragilidade mórbida,
    Que surge como uma sombra...
    Os olhos fechados que escondem a sua cor;
    A pele macia que arrefece, apodrecendo...

    Neste isolamento torturante,
    A depravação surge com o desespero.
    Esta agonia que me oprime,
    Duma nostalgia que ensandece...

    Entrevejo em modorra, o vulto estático que aguarda;
    Fazendo estrugir em mim a dor crescente...
    E olhando para este relógio que não tem horas,
    Sinto que é o teu toque que vai passando.


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