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Como Os Ponteiros De Um Relógio

Ira!

Solidão e ciclos do tempo em "Como Os Ponteiros De Um Relógio"

Em "Como Os Ponteiros De Um Relógio", a banda Ira! utiliza a imagem dos ponteiros girando até se encontrarem para simbolizar os ciclos inevitáveis de encontros e desencontros na vida. A letra destaca a repetição e a passagem do tempo como elementos que não podem ser evitados, reforçando a sensação de que certos sentimentos e situações acabam sempre retornando. Esse ciclo é ilustrado em versos como “Recordações de coisas más / Situações desagradáveis / Situações já sentidas”, que mostram como memórias dolorosas e experiências negativas tendem a se repetir.

O trecho “No começo era uma sensação / Depois o corpo se duplica / Como os ponteiros de um relógio / Um giro até encontrar o outro” usa a metáfora do relógio para expressar a busca por sentido ou completude, mas também a ideia de que tudo volta ao ponto inicial. No final da música, versos como “Agora não existe mais corpo / Agora não existe mais nada / Somente a dor, vontade de viver / Somente a solidão / Somente a saudade” aprofundam o sentimento de vazio e melancolia, mostrando que, apesar das mudanças e do movimento, o que permanece é a ausência e o desejo não realizado. O contexto do Ira!, conhecido por abordar temas existenciais, reforça a leitura de uma canção que reflete sobre o tempo, a memória e a solidão como partes inseparáveis da experiência humana.

Composição: Edgard Scandurra. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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