Oríkì Ti ṣÀngó
Irma Ferreira
A ancestralidade e renovação em “Oríkì Ti ṣÀngó” de Irma Ferreira
Em “Oríkì Ti ṣÀngó”, Irma Ferreira opta por uma interpretação quase a cappella, acompanhada apenas pelo violoncelo. Essa escolha musical destaca um lado mais introspectivo e solene de Xangô, diferente da imagem tradicional do orixá como senhor do trovão e da justiça. Ao unir a tradição afro-religiosa do Candomblé com uma abordagem contemporânea, Irma propõe uma celebração que valoriza tanto a ancestralidade quanto a renovação, tornando a canção um louvor atemporal.
A letra, cantada em iorubá, exalta características marcantes de Xangô. Trechos como “O níkà, o níkà àwé jẹ́ a tẹ̀tù” e “O níkà, o níkà àrá n aládé òo” ressaltam a força, a realeza e o domínio do orixá sobre os elementos naturais, especialmente o trovão (àrá). Outras passagens, como “Àrá mà sà re awo” e “A lé odò ma ṣe”, reforçam a ligação de Xangô com fenômenos naturais e a proteção espiritual. Já versos como “Yèyé kékeré lóní jókó” e “Ayaba olódò ma ṣe” evocam figuras femininas de respeito, sugerindo a presença de energias complementares e a busca pelo equilíbrio no culto. O oríkì, enquanto forma de louvor, não só reverencia Xangô, mas também reafirma a conexão entre o sagrado e o cotidiano, transmitindo respeito, devoção e identidade cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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