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Empoderamento e celebração periférica em “FUEGO”

“FUEGO”, das Irmãs de Pau, é uma música que exalta a autoconfiança e o poder de mulheres periféricas, especialmente travestis negras, em ambientes de festa. A letra mistura referências explícitas à sexualidade com afirmações de status e pertencimento, como em “Eu tenho camarote, mas eu gosto é da pista”. Esse verso mostra que o valor está na vivência coletiva e na energia da pista, não no isolamento do camarote. A repetição de “Eu sou zika, a princesa da quebrada, botando fogo na pista” reforça o protagonismo e o orgulho de ser quem se é, alinhando-se à proposta do duo de celebrar a autoexpressão e desafiar normas sociais.

A música utiliza gírias e expressões populares da periferia, como “os maloca me dá pica”, que, além do sentido sexual, também representa desejo e poder de atração, invertendo o olhar tradicionalmente masculino sobre o corpo feminino. O refrão “Fyah-fyah-fyah, já subiu mais um” e “Joga a punani, joga até o chão” trazem um clima festivo e sensual, com “fuego” simbolizando tanto a energia do baile quanto a liberdade sexual. O uso de termos como “caliente” e a mistura de português com inglês reforçam a atmosfera plural das festas urbanas. A menção ao DJ Cozy como “rude boy” conecta a música ao universo do dancehall e do ragga, gêneros que influenciam o som das Irmãs de Pau. Assim, “FUEGO” celebra liberdade, prazer e empoderamento, com um tom provocativo e festivo.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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