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Ao Passar a Ribeirinha

Isabel Silvestre

Deslocamento e saudade em "Ao Passar a Ribeirinha"

Em "Ao Passar a Ribeirinha", Isabel Silvestre aborda o sentimento de deslocamento e saudade vivido por quem deixa sua terra natal para se casar em outro lugar. O verso “Namorei na minha terra / Fui casar à terra alheia” expressa claramente essa experiência, comum em regiões rurais de Portugal, onde as tradições e circunstâncias muitas vezes levavam as pessoas a mudarem de vila ou aldeia após o casamento. A canção reflete como essas mudanças, mesmo que pequenas, podem gerar um forte impacto emocional.

A repetição de “Pus o pé, molhei a meia” ao atravessar a ribeirinha simboliza as pequenas dificuldades e desconfortos enfrentados durante essas transições. Esse detalhe cotidiano ganha significado especial quando se está longe de casa, mostrando que até gestos simples carregam um peso emocional. Já a estrofe “Vieram todos ao portão / Parece que nunca viram / Gente de outra Nação” ressalta o estranhamento e a curiosidade dos moradores do novo lugar, reforçando a sensação de ser uma forasteira. A expressão “Gente de outra Nação” amplia o sentimento de diferença, mesmo entre regiões próximas, e destaca a força das identidades locais na cultura portuguesa. Isabel Silvestre, conhecida por valorizar as tradições de Manhouce, transforma essas experiências em uma reflexão sensível sobre pertencimento, identidade e as emoções ligadas ao afastamento do lar.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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