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BIPOLAR (part. Katy da Voz e As Abusadas & Brunoso)

Isma

Desejo e liberdade em "BIPOLAR (part. Katy da Voz e As Abusadas & Brunoso)"

A música "BIPOLAR (part. Katy da Voz e As Abusadas & Brunoso)", de Isma, utiliza a ideia de "bipolaridade" como uma metáfora para a liberdade sexual e a multiplicidade de desejos. O termo, longe de um diagnóstico clínico, representa a oscilação entre diferentes vontades e prazeres, como fica claro no verso: “Um dia quero dar o cu, no outro quero dar a xota”. A letra é direta e irreverente, característica marcante do funk periférico, e ganha ainda mais força com a participação de Katy da Voz e As Abusadas, grupo que usa o funk para expressar as vivências trans nas periferias de São Paulo.

A canção desafia padrões tradicionais de comportamento sexual e afetivo, ironizando figuras de autoridade e a hipocrisia social, como no trecho: “O pastor tá comendo as meninas / Continua sendo meu marido”. Ao mesmo tempo, celebra a autonomia sobre o próprio corpo e o direito ao prazer sem culpa, como em: “Pra sentar na pica, não precisa usar véu / Mas tem que ter registro como puta de bordel”. O uso de gírias, duplos sentidos e descrições explícitas reforça a identidade periférica e queer, mostrando o funk como espaço de resistência e autoafirmação. A produção de Brunoso, com batidas eletrônicas, complementa a diversidade musical do álbum "MADE IN COHAB" e reflete a vitalidade cultural das periferias paulistanas.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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