
Nem é Bom Falar
Ismael Silva
Discrição e boemia no cotidiano de “Nem é Bom Falar”
Em “Nem é Bom Falar”, Ismael Silva explora o universo boêmio do Rio de Janeiro dos anos 1930, trazendo à tona temas como desejo, impulsividade e a importância da discrição. No trecho “Nem tudo que se diz se faz / Eu digo e serei capaz / De não resistir / Nem é bom falar / Se a orgia se acabar”, o termo “orgia” não se refere apenas ao sentido sexual, mas simboliza a vida de festas, excessos e liberdade típica do samba do Estácio. Nesse contexto, falar demais pode ser perigoso, já que a exposição pode trazer problemas com a polícia ou prejudicar a reputação, algo recorrente na boemia carioca da época.
A segunda parte da música, com versos como “Tu, falas muito, meu bem / E precisas deixar / Senão eu acabo / Dando pra gritar na rua / Eu quero uma mulher bem nua”, mistura humor e crítica ao excesso de conversa da parceira, sugerindo que o falatório pode expor situações íntimas e comprometer a liberdade do narrador. O verso “A polícia quer saber / Se eu dou meu dinheiro todo a você” reforça como a vida boêmia e as relações amorosas podiam atrair suspeitas das autoridades. Ao final, “Ela deu o fora / Foi morar lá na Favela / E eu não quero saber mais dela”, o narrador demonstra desapego e leveza, encerrando a história com o tom irônico e bem-humorado característico do samba, que transforma experiências cotidianas em crônicas musicais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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